CASTELOS MEDIEVAIS

 

A fronteira entre Espanha e Portugal é uma das mas antigas de Europa. Foi levantada de Norte a Sur, com os territórios que os cristãos conquistaram aos muçulmanos. León, Castilla e Portugal lutaram não só contra almohades e almorávides, contra Córdoba ou os reinos de Taifas. Lutaram entre eles, pelos territórios fronteiriços, que semearam de castelos e povos fortificados.

Castelo de Miraflores (Alconchel)

Juromenha

A localidade de Alconchel se encontra entre Olivenza, Cheles e Jerez dos Cavaleiros, dominada por um agreste cerro sobre o que se assente esta fortaleza. De suas origens árabes ficam poucos restos. Dada sua situação, dominando o terreno sobre terras fronteiriças, teve um alto valor estratégico.

Foi conquistado aos árabes pelo rei Alfonso I de Portugal, que o perdeu pouco despues.Depois da conquista de Badajoz em 1230, passou a depender primeiramente da ordem Templaria e mas tarde da de Alcántara. Como todos estes territórios sofreu as conseqüência das lutas entre Portugal e Espanha e mas tarde a da Invasão francesa.

Se encontra esta fortaleza no alto de um elevado promontório, que domina o fronteiriço Guadiana e alguns vaus que permitiam no passado, o transito fácil à outra orla. Enclave de origem muçulmana, foi conquistado em 1167 por Gerardo sen pavor, para o rei Alfonso Enriquez de Portugal. Como como ocorreu em outros pontos, a alternância da fronteira, fez que mudasse de mãos cristãs a muçulmanas em várias ocasiões. Assim ocorreu até a queda de Badajoz, em que D. Paio Peres Correia aproveitou para conquistá-la em 1241, incorporandola à coroa lusa. D. Dionis levantou uma fortaleza de pedra e adobe defendida por numerosas torres cuadrangulares. Sua estrutura também se alterou profundamente com o passo do tempo, adaptando-se às técnicas abaluartadas

 

Monsaraz

Castelo de Luna (Alburquerque)

Como se viu em anteriores exemplos, as primeiras incursões dos reinos de León e Portugal ao sul do Talho, tem lugar em torno do ano 1169, quando o rei português apoiado por Gerardo sen pavor, tenta tomar Badajoz (tributária de León) sem conseguí-lo. Paralelamente se efetuaram uma série de ataques a fortalezas ribereñas do Guadiana que dependiam da cidade.

A ajuda do rei de Léon permitiu que os árabes retomassem em várias ocasiões, estas localidades que se alçavam sobre o vale do rio.Alfonso III e Dom Dionís, reforçaram seus defesas que fizeram parte de uma linha fortificada que desde Marwou e Campo Maior, chegava até Murou, Moura e posteriormente Serpa.As guerras de Restauração e Sucessão deixaram sua impressão na fortificada aldeia, tanto em suas construções defensivas, como nas seqüelas das contendas, entre as que cabe destacar o saque da cidade pelos desairados aliados ingleses no ano 1381.

O Castelo de Lua, que se levanta sobre a população de Alburquerque, é um dos melhor conservados de Espanha. Passou por todas as visicitudes bélicas que se relataram na história das outras fortalezas. caindo definitivamente em mãos castelhanas, pouco antes da conquista de Badajoz em 1230 . Os monarcas, cederam-no a nobres e valídos, que o fizeram lugar de residência e controle dos territórios que lhes foram outorgados. Entre eles destacam Alvaro de lua e Beltrán da Gruta.

Sobressai sua magnífica Torre da Homenagem, bem como sua ponte levadizo e o enorme arco ogival que a une ao resto da fortaleza. Dependências, igreja e pátios de armas, conservam-se em perfeito estado. Junto ao castelo se alojou uma primitiva população de nobres e servidores que hoje se conhece como "vila adentro", e que posteriormente foi fechada com um notável recinto amurallado. Foi adaptado às técnicas abaluartadas, destacando a adequação de umas de suas torres que passou a ser de seção pentagonal, um baluarte frente à entrada principal e outras defesas

ENTRADA