CAMPO MAIOR

 

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Independentemente de lendas ou tradições, sua origem pode estar em algum núcleo de população ou vilas romanas. Parece provada sua existência durante a dominação muçulmana, pois a cidade foi conquistada aos árabes depois da tomada de Badajoz pelo rei de Leão em 1230.

 

Nomeado bispo dessa cidade Frei Pérez de Badajoz, este ao conhecer a existência de um núcleo de resistência, enviou uma expedição que conquistou a vila para a coroa de Castilla, ficando incorporada ao concejo da atual capital extremeña. Permaneceu sob a bandeira de Castilla até o ano 1297 em que se assinou o Tratado de Alcañices, pelo que se reconfigura a fronteira entre os reinos peninsulares, passando Campo Maior e Olivenza à a fazer parte da história da coroa lusa.

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Depois de sua conquista por Castilla em 1230, Alfonso X o Sábio em 1255 lhe concede a categoria de vila, sendo o bispo de Badajoz quem uns anos depois lhe concede fueros próprios. Em maio de 1297 passa a ser definitivamente território português, incorporando-se a sua coroa durante o reinado de Dom Dionís, quem ordenou construir o castelo que hoje preside a população, fortaleza que se distingue por suas agudas almenas. Quando chegam as guerras sucessórias entre os reinos peninsulares, Campo Maior adquire relevância estratégica, e a população chegou a dividir-se entre suas preferências pelos reinos de Castilla e Portugal. Toda a intensa atividade bélica daqueles séculos, motivou que seus defesas e fortificações se incrementassem extraordinariamente, incorporando-se a uma linha defensiva de capital importância, que no centro-oeste de Portugal, defendeu até primeiros do século IXX as proximidades de Lisboa.

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Em 1644 o Marqués de Torrecusa tenta conquistar sem conseguí-lo, apesar da grande desigualdade de forças entre as partes contendentes. Nesta gesta heróica destacou seu governador, o capitão Pascual dá Costa. Em 1712, Campo Maior é novamente submetido a um duro assédio pelo exército castelhano ao comando do Marqués de Bay, resistindo ao mesmo durante mas de um mês. Episódio similar ocorreu em 1762, quando Bras de Carvalho organizou uma tenaz defesa da cidade ante um novo ataque de Castilla. Durante a madrugada do 16 de Setembro de 1732, um acidente desencadeia a explosão do polvorín da ptaça, que estava situado no castelo, perecendo neste incidente quase a metade dos habitantes da cidade. O rei D. Juan V, dispôs a imediata reconstrução da população e de suas instalações militares, consciente de sua importância defensiva e estratégica.

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Para o XVIII, inicia-se a adequação de suas muralhas às novas táticas militares, começando-se a construção de sua fortificação abaluartada, dirigida por Nicolau de Langres. Paralelamente a cidade se prepara para ser uma população castrense e se levantam quartéis, arsenais e outras construções militares. Nas Guerras de Independência peninsulares, ocasionadas pelas invasões francesas, as forças aliadas as forças aliadas e francesas se disputaram a vaga em diversas ocasiões, sofrendo a população numerosos assédios e alguns pillajes.

Expulsadas as forças de Napoleão da Península Ibérica, a paz volta definitivamente à fronteira, que uma vez estabilizada, faz que as fortificações que a jalonaban de norte a sul, vão perdendo progressivamente seu valor estratégico e seu caráter castrense, situação que leva à redução ou eliminação de suas guarnições, com o consiguiente deterioração de alguns de seus monumentos.

      www.cm-campo-maior.pt                                                            www.campomaior.pi.gov.br                                                                  fotografias propiedade do autor

   Antonio García Candelas      Sugestões e impressões

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