ELVAS, FORTIFICAÇÃO ABALUARTADA

         

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Elvas é uma das escassas cidades européias que foi capaz de conservar integralmente a totalidade de seu recinto abaluartado, ao mesmo tempo que, este por sua importância, um dos exemplos mas significativos de fortificação abaluartada dos séculos XVII ao XVII. Todos seus elementos (portas, revellines, fortes, baluartes, casamatas, caminhos cobertos, corpos de guarda...) podem ser admirados individualmente e em seu conjunto. O conjunto se reforçou com dois fortes exteriores situados sobre sendas colinas que dominam a cidade: Santa Luzía e da Graça. É de destacar que esta fortificação, uma vez que se completou em toda sua extensão, jamais foi tomada pelo inimigo.

Em 1578 o monarca Dom Sebastián desapareceu na batalha de Alcazarquivir sem deixar descendência, abrindo-se uma crise sucessória, que se limpou nomeando rei ao ancião Infante e Cardeal Dom Enrique, que aos 17 dias de sua proclamação faleceu . As Cortes, por meio de um Edital Público, fizeram um apelo a todas as pessoas que se cressem com direito a cingir a coroa lusa. Abriu-se assim uma das etapas mas importantes da história moderna de Portugal.

 

 

Um de elogios mas marcantes monumentos de Elvas é o Aqueduto de Amoreira, iniciado por decreto das Cortes de Évora, para o que se dispôs de impostos especiais. Inaugurou-se em Junho de 1622 sob a direção de Francisco de Arruda. Consta de 843 arcos, alguns dos quais chegam a superar os trinta metro de altura. Seus dois extremos se encontram fortificados, já que era de vital importância para a população de caso de assédio.

Felipe II de Espanha desposado em 1543 com a princesa Dona María, filha de Juan III e Catalina reis de Portugal, reclama seus direitos sucessórios, apoiado por grande parte da nobreza portuguesa e os grandes comerciantes, recebendo o apoio das Cortes de Almeirín em 1579, criando-se de fato a união dos dois países.Não obstante, o povo plano apoiou as aspirações do Prior de Crato, sobrinho do Infante Dom Enrique, opôs-se à designação do novo monarca, sendo proclamado rei em Santarem no ano 1580, o que motivou que Felipe II ordenasse ao Duque de Alva a invasão de Portugal. Este partiu de Badajoz ao comando de um potente exercito de 30.000 homens, que tomou a vaga de Elvas em conivência com seus governantes e ao mesmo tempo se fez com a vizinha cidade de Olivenza. Depois de entrar em Setúbal e mas tarde em Lisboa, as Cortes de Tomar o proclamam rei como Felipe I. Isto é, duas coroas e um só rei. O monarca dilatou sua estadia em Portugal durante três anos.

Os compromissos contraídos por ambos países, são incumpridos pelos sucessivos monarcas espanhóis, que entregou os cargos públicos e administrativos e administrativos a castelhano ou portugueses advenedizos, carregando de impostos ao povo e impondo uma política repressiva, que progressiva e inexoravelmente foi desaprovada pelo povo e parte da nobreza. Enquanto as contendas bélicas mantidas por Espanha, prejudicaram a expansão portuguesa nas Índias, aconteceu que com motivo da guerra em Cataluña, o duque de Braganza se negou ao envio de forças portuguesas. As revoltas se sucederam por todo o território, até o ponto de que em dezembro de 1640 a multidão atacou o Terreiro do Paço, dando morte ao valido de Felipe IV, Dom Miguel de Vasconcelos. Foi o início da Guerra de Restauração de Portugal.

Nesta contenda Elvas teve uma capital importância, devido a sua situação estratégica. Entre outros incidências, destaca o ataque das forças espanholas ao comando do Marqués do Carpio, que com 15.000 homens, entre infantes e cavalos, submeteu-a a um duro e longo assédio. A cidade amparada em sua formidável fortificação agüentou apesar da inferioridade de suas forças e das epidemias que padeceu sua população. O cerro sobre o que posteriormente se edifício o forte de Gracia, foi ocupado pelos castelhanos que bombardearam a população com grande dureza desde este ponto. Em defesa da vaga foram forças desde Estremoz e outras guarnições da fronteira, ao comando do Conde de Cantanhede. O 14 de janeiro de 1659, Andrés de Alburquerque rompeu as linhas enemigoas, dividindo suas forças. Finalmente coordenando-se com as tropas de Antonio Luis de Meneses, Portugal consegue derrotar aos os espanhóis, infligindo-lhes uma importante derrota na conhecida e transcendental Batalha das Linhas de Elvas.

A aproximação de Espanha a França e o crescente poderío da aliança de Portugal com a Coroa Britânica, criaram um novo foco de tensão na península, tomando soma importância a vaga de Elvas e sua imponente fortificação abaluartada (mau conhecida como Vauban). Durante a Guerra de Sucessão espanhola, a cidade serviu de base às forças portuguesas e britânicas ao comando do Marques de Minas, e mas tarde com a cooperação do Conde de Galloway se internaram em território espanhol, conquistando várias populações, como Alcántara e Plasencia, para chegar mas tarde às proximidades de Madrid.

 

Entre 1807 e 1811 Portugal sofreu as invasões francesas ordenadas por Napoleão. Por outra parte, a aliança com os franceses se voltou contra Espanha, que ao ver invadido seu território, respondiço com uma sublevação popular o 2 de maio de 1808. Ao mudar o mapa política Portugal, Espanha e Inglaterra se convertem em aliados, com o objetivo de expulsar da península ibérica às forças de Napoleão.Badajoz, era neste caso a chave, para entrar em Portugal.

Mas o Duque de Wellington dispôs suas forças em Vilaviçosa, Évora e Estremoz, mantendo como ponta avançada a invicta Elvas, desde a que dirigiu as operações que durante anos se desenvolveram em Badajoz e seus arredores, destacando entre elas a cruenta batalha da Albuera. A Elvas eram transladados os feridos nas diferentes batalhas que se sucederam ao longo da fronteira. Expoente disso é o Cemitério dos Ingleses, belo e recolhido lugar que serviu para este fim e que ocupa um pequeno baluarte na zona alta da cidade.

 IR A0 FORTE DE SANTA LUCÍA

 IR AO FOERTE DE NOSSA SENHORA DE GRAÇA

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  Antonio García Candelas        Sugerencias e impresiones

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